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Caso de racismo na fila da vacinação não foi o primeiro em Ilhéus

O caso de racismo envolvendo a estudante de enfermagem Thais Carvalho, que aconteceu no início desta semana, não foi o primeiro na fila de vacinação em Ilhéus. De acordo com o secretário de Saúde do município, Geraldo Magela, outro caso envolvendo uma atendente da triagem para a vacinação havia ocorrido antes. Na ocasião, no entanto, a enfermeira que foi discriminada e agredida verbalmente preferiu não prestar queixas.

No caso de Thaís, Magela diz aguardar que a estudante registre o Boletim de Ocorrência para que a secretaria possa tomar providências. Segundo ele, o homem já foi identificado e eles pretendem pedir uma retratação. “A menina está um pouco abalada ainda. Nós estamos aguardando. A gente está tendo o maior cuidado possível para não agravar a agressão”, afirma.

“Estamos fazendo campanhas, inclusive com a UESC, e também estamos indo para a rádio e para televisão. A grande questão agora é que a gente aguarda, até segunda-feira, o B.O para tomar providência”, conta o secretário. Após receberem a queixa, a secretaria pretende entrar com uma representação junto ao Ministério Público e o Conselho Municipal da Saúde para que todos possam tomar providências contra o paciente que cometeu a injúria racial. Thaís, que trabalha como voluntária na aplicação das vacinas junto à Secretaria da Saúde de Ilhéus, prestava o serviço no CRAS Norte, na segunda-feira (17), quando se dirigiu ao idoso e foi surpreendida pela recusa do homem. Ao perguntar o porquê ele não queria se vacinar com ela, a resposta foi clara: “Porque você é negra”.

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